Morte por afogamento

Eu já não me debatia mais. E, sinceramente, nem mais queria me debater. Minha opinião sobre minha situação, meu momento, meu fim foi transformando-se na medida em que eu fui afundando e o azul do céu tornou-se mais difícil de ver diante do azul do mar. Sim, tudo ficou diferente assim que eu me dei conta de onde e como estava, minhas convicções idiotas caíram diante do que eu via, do que me hipnotizava. Eu estava simplesmente arrebatado por aquela imensidão azul, eu já não mais pensava em morrer, mas sim em aproveitar meus últimos momentos até que a morte chegasse ou até que o azul se tornasse tão escuro a ponto de eu chamá-lo de preto.

Era a hora, a minha hora. E por incrível que pareça, estava sendo maravilhoso, espetacular. Bom seria se todos tivessem uma morte tão bonita quanto a minha, bom seria se todos os que morressem no mar deixassem-se afogar por aquele infinito azulado e paradisíaco. Como eu havia chegado ali já não me importava mais, tudo o que eu vivi ficou para trás e agora eu só pensava em aproveitar cada instante, eu já havia aceitado que minha existência desapareceria ali. Não adiantaria brigar com o destino, não adiantaria mais tentar subir, respirar, se debater, eu já havia entendido e havia decidido morrer em paz no meio daquele universo azul interminável e desprovido de estrelas.

Meus problemas, lembranças, experiências, tudo, toda a minha vida me deixava literalmente com as últimas bolhas de ar que eu ainda conseguia expelir, estas cada vez mais raras e fracas saindo de meu nariz ou minha boca.

A efemeridade veio me provar ser verdadeira. Meu ciclo se encerrava ali, se fechava naquele momento. Mas ainda assim, meus olhos insistiam em permanecerem abertos, bem abertos para olhar todo aquele azul, tal como meus ouvidos para ouvirem aquele silêncio. Paz, talvez pela primeira vez em minha vida eu consegui senti-la. Ao menos uma vez, ela veio até mim. Antes tarde do que nunca. Meus lábios até sorriam demonstrando todo o encantamento que eu sentia envolvido por aquela cortina pacífica.

E nem mesmo o frio e a pressão eram capazes de abaterem-me. Para falar a verdade, eu nem mesmo os sentia. Era como se o calor me dominasse e eu talvez jamais tenha me sentido tão livre e leve em qualquer outra ocasião em minha vida. Era realmente uma partida que qualquer um desejava ter. Eu estava feliz. Não importava a bagagem que me puxava para baixo, meus últimos momentos foram excepcionais, me emanciparam de tudo, meus últimos momentos foram lindos instantes de paz. Era como se toda aquela água marítima equivalesse as lágrimas de felicidade que eu derramava em meu fim.

E foi tudo ficando escuro, cada vez mais escuro. Eu já não me enxergava ou me sentia. Havia acabado, deixado de existir. Mas era como se eu ainda estivesse ali, flutuando, e parecia que eu iria ficar eternamente naquele mar. Por mais que a efemeridade tenha me procurado, há quem diga que bons momentos são eternos, ou ainda ecoam pela eternidade. E sim, eu sabia que estaria ali para sempre. Eu em paz naquela imensidão azul.

Leaving, Breathing, Rebirthing

Plásticos cobrindo os móveis. Poeira. Janelas sem cortinas. Objetos encaixotados. Casa vazia. Clima de nostalgia, de despedida, de saída.

Eu caminhava sereno pelo local onde vivi anos e anos de minha vida. Os últimos, ao menos os últimos daquela vida. Estava indo embora e estava decidido. Estava deixando tudo para trás, estava enterrando uma parte de mim ali e me sentia um pouco frio por isso. Talvez estivesse sendo difícil largar inúmeras lembranças, estas boas e ruins, naquele local e simplesmente ir, caminhar em frente. Parecia mesmo que parte de mim estava ficando, ou que talvez eu estivesse me esvaziando por inteiro ou até morrendo.

Mas para preencher algo, é preciso de espaço, lugares vazios. E eu estava mesmo saturado, nada mais cabia em mim ao mesmo tempo em que eu necessitava de me preencher com coisas novas. A vida que eu vivia já não me satisfazia mais. E por isso resolvi me esvaziar dela. Resolvi me preencher com o novo, o inesperado, um novo estilo, uma nova rotina. Queria encher meus pulmões de ares frescos. Vida nova. Sim, quero experiências novas, memórias novas, um novo eu. Renascer e não mais reviver o mesmo dia.

E por isso eu iria partir e deixar aquele lugar. Lembranças são apenas lembranças. Servem para relembrar, mas não para reviver e menos ainda remoer. O que passou não devia importar tanto. O tempo não volta. Não é possível passar mais de uma vez por uma experiência boa e nem mesmo consertar uma que foi ruim. Passou, é passado e, sendo assim, às vezes o que se pode fazer é deixá-lo para trás, é deixar de olhar para trás.

E lá ia eu. Ia embora. Deixava naquela casa meus móveis e até mesmo alguns objetos ou roupas. Me deixava ali, pois aquele eu jamais existiria em outro lugar. Deixava minha vida, minha rotina, meus feitos e também algumas poucas lágrimas de saudade. Sempre se tem saudade de alguém que você jamais verá novamente. Levaria apenas as lembranças, mas apenas para relembrar de vez em quando.

Plásticos protegendo o passado. Respiração renovada. Olhos descobertos para o futuro. Sentimentos velhos encaixotados. Coração vazio pronto para ser recheado. Clima de mudança, de renovação, de renascimento.

O corte

Os fios condutores que levavam energia até as lâmpadas do local eram simplesmente inúteis, pois todas as luzes estavam apagadas. O que ajudava mesmo eram os cabos que conectavam os equipamentos do Dj com as caixas de som. Esses sim, pois faziam as caixas de som bombardearem a música, todos dançavam como se o mundo fosse acabar.

Contudo, no banheiro feminino os fios condutores que levavam energia até as lâmpadas eram mais úteis que os cabos do Dj, ainda que a música chegasse até o local com muita força. Lá, uma garota estava apoiada em uma das pias. Não encarava-se no espelho a sua frente, não tinha coragem, estava submissa a sua própria feição. Imagens de pessoas dançando, beijando-se, enfim, divertindo-se estando escravisadas a sua própria natureza sem a presença de luzes, passavam por sua mente. Todos lá, juntos, e ela ali, sozinha. Injusto? Talvez. Bem, a vida quem sabe seja mesmo injusta.

E era com sua vida que a garota estava conectada. Todos os que estavam na pista e não no banheiro, estavam ligados a música, tornaram-se submissos a ela. Estavam alheios a tudo, inclusive a si próprios, a música tem esse poder. Estavam desconectados. Mas ela não. Ela não conseguia, o vínculo com sua vida parecia bloquear qualquer outra onda que a pudesse levar. A força que seus problemas, dilemas, medos e vergonhas tinham sobre ela era forte demais, a ligação era intensa demais e ela já não sabia mais como desligar-se. A única coisa que ela sabia, é que já não aguentava mais o peso de si mesma.

A garota então ergueu sua cabeça e encarou a si mesma uma última vez. Era um adeus, por mais quela não fosse sentir a mínima saudade. Deu repentinamente uma cabeçada no espelho, imediatamente pode sentir seu sangue misturar-se a suas lágrimas. Catou em seguida um caco do espelho. Olhou para seu pulso, olhou mais especificamente para um fio que oscilava entre o verde e o roxo que havia debaixo de sua pele.

Quando não se consegue desconectar, o único jeito é cortar a conexão.

E foram estas as últimas palavras da garota.

Super-Homem

Momentos. Momentos bons. Momentos ruins. Altos. Baixos. Instantes. Antes. Agora. Depois. É sempre assim, tudo muda e oscila constantemente, nada é como foi a um segundo atrás. E talvez por isso eu às vezes me pergunte sobre quantas pessoas diferentes consigo ser em um único dia. Várias, várias pessoas, algumas que eu até desconheço ou talvez até negue ser. Um eu agora, outro eu no instante seguinte.

Mas, sendo eu um ser humano, costumo, tal como todos, esconder algumas de minhas facetas. Sou daqueles que, por mais que tenha vários egos dentro de si, força-se para ser apenas um. Cuido, cuido para não deslizar, cuido para que no próximo instante eu continue a ser aquele que eu preferencialmente escolhi. Minhas outras máscaras, bem, estas só uso diante de mim mesmo.

Mas qual das minhas facetas escolhi? Escolhi a do invulnerável. Preferi o forte, o indestrutível, o implacável, o poderoso imortal que pode quebrar a qualquer momento. Sim, máscaras sempre caem, é impossível não oscilar, é impossível não cair de vez em quando, nem que seja por apenas alguns segundos. E então vem o meu detestado eu. O vulnerável. Sim, também tenho essa expressão. Também sou fraco, sou aquele que teme a novidade, aquele que se atrapalha diante do inesperado, enfim, aquele que parece perder a respiração quando perde o controle da situação.

Porém, o que me conforta sobre a vulnerabilidade, é que ela, assim como tudo nessa vida, é efêmera. Não totalmente, é claro, mas o instante de fraqueza, assim como o de força, se encerra mais cedo ou mais tarde. E assim, despois de o fraco ter vindo à tona, depois de os temores e dificuldade mais íntimas terem sido expostos, depois de as feridas quase cicatrizadas terem sido remoídas uma vez mais, o peito derretido do homem de aço se enrijece novamente.

O indestrutível voltou. O implacável, o forte, o invulnerável retorna ao seu estado de proteção, pois as camadas de gelo que o cercam se fixaram outra vez. O heroi, e não a vítima, está no comando. O homem foi embora. O super-homem dentro de mim voltou.

I Get Along Without You Very Well

As pessoas geralmente me tomam como um homem frio. E sim, talvez eu seja mesmo um iceberg ambulante, talvez eu não tenha coração ou algo assim. Dificilmente sinto afeto, raramente sinto pena e eu de fato não choro nem cortando cebolas. Talvez isso não seja uma demosntração de frieza que se leve em conta e talvez essa coisa de insensibilidade seja uma pura besteira, mas quem se importa?

Bem, eu comecei a me questionar sobre esse tipo de coisa quando matei alguém pela primeira vez. Na verdade não era exatamente um alguém, eu pelo menos não considerava o cachorro da minha ex como um “alguém”.

Eu gosto muito de jazz e eu ouvia uma música fantástica em uma interpretação nada menos que sublime naquele dia: “I Get Along Without You Very Well” na voz de Chet Baker. Eu estava sozinho em nosso antigo apartamento, meu e de minha ex, o qual ficava no centro de Londres. Caramba, eu adorava morar ali. Chovia levemente do lado de fora e eu realmente me sentia extremamente bem ouvindo jazz sozinho em casa em tardes chuvosas como aquela, ainda mais acompanhado por uma composição perfeita dessas entrando por meus ouvidos. Eu era viciado nesse tipo de momento, para falar a verdade, gostava de saber que eu não estava literalmente sozinho, o jazz me deixava descobrir o que era solidão. O problema é que aquele ordinário animal, aquele Cavalier King Charles Spanie, raça esta própria do Reino Unido, que atendia pelo infame – e desprovido de criatividade – nome de Spike, me atrapalhava, me irritava e me deixava extremamente possesso com o seu latido.

Aquilo estragava a música, aquele latido contínuo acabava com aquela sonoridade maravilhosa. Sabe, eu não suporto que algo atrapalhe uma música, talvez músicas sejam as únicas coisas que são capazes de passarem pela minha invulnerabilidade. O fato é que eu fui até a cozinha, peguei uma faca e logo após olhar para aqueles temerosos olhos daquele animalzinho, enfiei o metal em seu pescoço. Ele parou de latir em seguida. Sabe, eu quase hesitei, eu olhei no fundo dos olhos pretos e brilhantes do cachorro e eu realmente pensei em não matá-lo, mas quando eu dei por mim já tinha feito. Foi mais forte do que eu. Os olhos dele pareceram chorar quando me viram pegar aquela faca, eu realmente enxerguei um pedido de misericórdia naquelas duas grandes pérolas negras, mas enfim… O matei, o fiz. Peguei então um saco de lixo, coloquei-o dentro e o deixei na lixeira coletiva do prédio.

Minha ex, quando chegou em casa, me viu quieto sentado no sofá e imediatamente notou a falta de seu animal de estimação, seu amigo, como ela mesma dizia. Disse a ela que ele fugiu e ela brigou comigo por não ter tomado conta de seu amado Spike. Eu fui frio. Matei, menti, enganei e sinceramente nem me importei com o que fiz. Ter matado aquele cão foi o mesmo que ter jogado o lixo do banheiro fora. Foi tranquilo, foi ordinário.

Mas ela, minha ex, também foi fria. O cachorro era importante demais para ela, que não suportou tê-lo perdido, o que fez com que terminasse o nosso relacionamento. Não se importou com o que eu sentia, não se importou sobre como seria para mim, apenas terminou comigo porque eu dei fim ao cachorro maldito dela. Mas para falar a verdade, eu também não me importei. Talvez não a amasse, talvez ela significasse para mim o mesmo que eu significava para ela – a única diferença é que nem o cachorro importava para mim naquele ciclo de friezas.

Porém, dane-se, dane-se tudo. Eu segui bem sem ela. Hoje eu não moro no centro de Londres, mas tenho um apartamento e me sinto bem nele ouvindo jazz sozinho em tardes chuvosas, sendo que agora ninguém me interrompe. E sim, talvez eu seja frio, matei mais duas vezes e segui bem sem outras pessoas teoricamente importantes que passaram por minha vida.

Sobre Importância

“Você é muito importante para mim”. Já ouvi essa frase de muitos, já senti sinceridade nessa frase por parte de muitos e eu já disse essa frase a muitos também. É uma frase intensa, boa de se ouvir e boa de se dizer. Te da segurança, te faz sorrir, te faz mais forte. É bom saber que você é importante para alguém, é bom sentir que você faz a diferença na vida das pessoas, é bom saber que pelo menos para alguém você não é mais uma pessoa que vaga por esse mundo.

Mas o que é preciso entender é que a vida é feita de momentos e momentos não são eternos e sim passageiros. Talvez você fosse mesmo importante para quem te disse isso naquele momento, mas às vezes acontece alguma coisa e você deixa de ser. Você decepciona, você erra, você mete os pés pelas mãos, ou às vezes a pessoa se desaponta ou erra e acaba sobrando para você. Algumas pessoas permanecem na sua vida, outras vem e vão, o que não quer dizer que as que ficam sejam as mais importantes para você. Talvez alguém que já tenha cruzado o seu caminho tenha te marcado tanto que nunca deixará de ser importante, talvez você sinta saudades dos momentos que passarem juntos até o fim. Ninguém sabe como vai ser, só o tempo. O tempo é a resposta e é a pergunta também.

Mas é sempre ruim pensar que você deixa de ser importante para alguém, é difícil quando você acaba se tornando mais um para um alguém que ainda significa muito para você. Dá saudades, dá vontade de significar de novo. E então talvez você faça algo para se tornar importante outra vez, mas quem sabe você seja orgulhoso demais para isso. Talvez valha a pena, talvez não, porém, quanto a isso você só vai saber se tentar. Talvez você diga o que tem a dizer olhando nos olhos da pessoa, ou quem sabe você escreva um texto idiota como este refletindo sobre a importância. Bem, mas pensando por esse lado, se te levou a fazer alguma coisa, seja esta coisa qualquer coisa, é porque sim, foi mais que importante.

E aí, vai fazer o quê?

Humanos e Insatisfeitos

Eu, incansavelmente, me questiono sobre o “impossível”. Gostaria de saber por qual motivo essa palavra atrai tanto o ser humano, gostaria de saber o que ela tem de especial ou por que é tão hipnotizante para todos nós. Amores impossíveis, sonhos impossíveis, pessoas impossíveis, por que sempre desejamos estes mais do que qualquer outra coisa? Podemos até ter o suficiente em nossas mãos, podemos estar bem, sossegados, mas basta aparecer algo que nos pareça impossível para largarmos tudo o que temos e correr atrás do que sabemos que talvez nunca consigamos. Não, o ditado que diz que é melhor ter um pássaro na mão a dois voando não se aplica a nós.

Mas penso que talvez isso não aconteça por uma atração com o impossível e sim pelo fato de que nós, pobres mortais, temos um pequeno grande problema com a palavra “satisfação”. Talvez não sejam os sonhos, os amores ou as pessoas impossíveis, mas sim a satisfação, o contentamento. “I can´t get no satisfaction”, já diziam os Rolling Stones. É fato, ninguém se satisfaz, pelo menos não com pouco, por isso sempre buscamos algo que vai além do que podemos, algo que está longe, algo realmente difícil de ter, algo literalmente impossível. Parece que nosso inconsciente escolhe exatamente aquilo que nos fará trabalhar muito duro, aquilo que nos fará penar e sim, até sofrer, parece que nosso inconsciente faz questão de que desejemos algo talvez nunca venhamos a ter. Queremos tudo o tempo todo e queremos nada além do melhor, queremos exatamente o que imaginamos, queremos o perfeito. Espere, mas não seria o perfeito impossível? É o que eu digo, nunca estaremos satisfeitos, sempre iremos querer o impossível, sempre iremos querer o braço ou até mesmo o corpo todo de quem nos ofereceu apenas a mão.

E ligado a ao que é impossível e a satisfação vem o sentimento de frustração, o qual pode ocorrer de duas maneiras. Primeiramente podemos ficar frustrados por nunca conseguirmos o que queremos, mas podemos também nos frustrar quando finalmente conseguimos o que tanto desejamos. Não, você não leu errado, é exatamente isso. Idealizamos, sonhamos, planejamos e então, quando vem teoricamente o “final feliz”, quando finalmente atingimos nosso objetivo, descobrimos que o amor de nossas vidas não é quem pensamos ser, encontramos pobres em países de primeiro mundo e percebemos que o dinheiro não traz felicidade. E engana-se quem pensa que isso é insatisfação, pois não é, afinal, nós, seres humanos, nunca vamos ficar completamente satisfeito – o nome disso é “cair na realidade”. Podemos até atingir nossos objetivos, mas veremos que nem mesmo a sensação de dever cumprido nos completa. Estará sempre faltando alguma coisa, você sempre achará algo de que precisa.

Há quem diga que não tem grandes ambições, há quem diga que não sonha, há quem diga que se contenta com pouco, há quem diga que não precisa de nada. Só não nos esqueçamos que as pessoas que dizem isso são seres humanos e, portanto, mentirosos também. É, mentem quando dizem que estão satisfeitos, tenho certeza que mentem, pois aposto que bem lá no fundo, desejam o mundo a seus pés. E engana-se quem pensa que há algum mal nisso. Não há problema algum em ter suas ambições, seus sonhos impossíveis, não há problema nenhum em querer o que não se pode ter. Os desejos movem o mundo, os sonhos são o motivo pelo qual vivemos. E é por isso quem diz que quem diz que não sonha mente, afinal, quem não sonha simplesmente não vive.

E você, o que está querendo hoje?